domingo, 10 de outubro de 2010

Theatrum II

A Humanidade sempre teve uma grande ânsia de novas sensações, e uma imperiosa  necessidade de fugir à monotonia quotidiana. Para satisfazer tais desejos, já as autoridades romanas recorreram ao "pão e ao circo". Em Roma, não só se organizaram lutas de animais e de gladiadores, mas chegou-se ao ponto de arrojar homens indefesos às feras. De maneira semelhante, nas grandes trajédias clássicas gregas, o herói enfrenta sozinho o destino e sucumbe inexoravalmente diante dele. O herói e a heroina trágicos caminham pela vida no meio de dificuldades, mas, conservam o seu valor humano. A farsa e a comédia revelam a fragilidade do homem, fazendo-nos rir das nossas próprias expressões cómicas e das alheias. Por detrás do drama, estão sempre subjacentes cultos e ritos, em que os enigmas da vida e da morte se expressam de forma simbólica. A tragédia grega nasceu do culto a Dionísio. O mundo Cristão tem na missa um drama que, com uma frequência  tem falado à humanidade e inspirado uma infinidade de músicos e artistas.

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